Barómetro Revela que Empresas Portuguesas de Topo Acreditam que a Maioria dos Negócios Não Estão Preparados para Responder aos Riscos de Segurança
- Oito em cada dez inquiridos, em empresas de topo portuguesas, consideram que a maioria dos negócios em Portugal está pouco preparada para lidar com os riscos de segurança que enfrentam
- 64% da amostra acredita que as organizações portuguesas têm níveis piores de resposta ao risco de segurança face a congéneres europeias
- Nove em cada dez inquiridos acreditam que os sistemas de Videovigilância podem ter um papel importante na dissuasão de eventuais comportamentos ilícitos
A ADT Fire & Security, fornecedor líder europeu de soluções de segurança electrónica e protecção contra incêndio, apresenta hoje o primeiro Barómetro da Segurança das Organizações em Portugal. O barómetro incide sobre a visão de empresas com um peso significativo na economia portuguesa, particularmente aquelas que possuem valores mobiliários admitidos à cotação (acções e obrigações).
O barómetro revela que 8 em cada dez empresas inquiridas consideram que a generalidade das organizações nacionais não estão bem preparadas para responder aos riscos a que estão sujeitas em termos de segurança. Além disso, 50% dos inquiridos acredita que as empresas portuguesas apresentam piores níveis de gestão de risco em comparação com outras empresas mundiais e 64% acredita que tem piores níveis de gestão de risco comparadas com as suas congéneres europeias.
Embora as empresas inquiridas realizem investimentos significativos nos seus próprios planos de segurança, este barómetro mostra também que essas empresas portuguesas demonstram preocupações na preparação desses planos. 39% das empresas inquiridas afirmam ter investido mais de 5% da sua facturação anual em segurança, com o objectivo de proteger pessoas e bens. Todas as empresas afirmam que desenvolvem avaliações periódicas e formais dos riscos e possuem planos de gestão de risco para melhorar a segurança de pessoas e bens.
No entanto, 13% dessas empresas não possuem Manual de Procedimentos de gestão de riscos.
92% das organizações inquiridas tem, pelo menos, um responsável pelo plano de gestão de risco da empresa. O Director de Segurança é responsável pela gestão de risco em 58% das empresas inquiridas, enquanto o Director do Departamento de Gestão de Risco (CRO) é responsável por 42% e o Director Geral (CEO) por 17%.
Todas as organizações inquiridas possuem sistemas de Detecção e de Extinção de Incêndio e Sistemas de Videovigilância para a gestão dos riscos dos seus activos físicos e humanos. Os Sistemas de Controlo de Acessos são utilizados por 93% das organizações, os Sistemas de Detecção de Gases e a Vigilância Humana por 87%, e os Sistemas de Detecção de Intrusão, os Sistemas de Evacuação e os Sistemas Integrados de Gestão de Segurança por 80%.
93% das organizações afirmam concordar que os sistemas de videovigilância contribuem para dissuadir eventuais comportamentos ilícitos. O local de risco onde consideram ser mais relevante a existência deste tipo de sistemas é os Acessos (entrada de pessoas) para a protecção de pessoas e bens. Os principais motivos apontados para a implementação de sistemas de videovigilância incluem o auxílio da segurança realizada pela vigilância humana (67%); a segurança e protecção dos bens e o registo eficaz e inquestionável (registo de imagens) de actos criminosos e/ou comportamentos anti-sociais (60%); e a prevenção contra actos criminosos e/ou comportamentos indevidos/anti-sociais (53%).
“Apesar da Segurança ser considerada muito importante pelas organizações inquiridas, como é demonstrado pelo investimento efectuado nessa área, ainda existe um longo trabalho a ser feito pelas empresas portuguesas no geral, para melhorar as condições de resposta aos riscos a que estas estão sujeitas,” afirma João Ribeiro, Director Geral da ADT Fire & Security.
“O grande desafio das organizações portuguesas passa pela implementação de medidas de prevenção a dois níveis: pessoas e tecnologia. As empresas necessitam de continuar a apostar na formação contínua do pessoal responsável pela área da segurança e na criação de uma cultura de prevenção transversal a toda a organização. As empresas devem ainda considerar a integração de soluções de segurança, bem como a gestão centralizada de operações, monitorização de instalações e soluções de gestão, para melhorar todas as medidas de segurança.”
O estudo foi desenvolvido pela PremiValor Consulting para a ADT entre o dia 2 de Abril de 2008 e o dia 24 de Maio de 2008. Os resultados apresentados resultam de respostas de 15 questionários que incluem algumas das empresas de topo portuguesas.